Por Willian Silva

Realizada por mais de 30 anos, a Lavagem da Esquina do Padre se consolidou como uma das maiores festas populares da região. E o momento alto da festa, o Cortejo é aguardado pelos foliões para externarem suas fantasias e se divertir a valer. Sempre com o som de bandas de sopro, que executam os sucessos do passado e marchas carnavalescas, os foliões dançam, brincam e encontram amigos que há muito não viam. Esse ano, a LEP foi posta à prova com seu novo formato. Este foi criticado deveras nas redes sociais, por colocar somente artistas locais para animar os foliões, ao som do trio elétrico. Segundo pessoas ouvidas pela redação do Sudoeste Bahia, a festa seria esvaziada pelo fato de não ter nenhuma atração de grande porte, como fora nos anos anteriores. Porém, na sexta-feira (25), todos os medos foram dissipados quando, quase três mil pessoas compareceram na Praça da Catedral acompanhando os acordes dos nossos músicos e cantores locais. No sábado, o ponto alto da festa, o Cortejo, esteve repleto de foliões. Segundo cálculos, acorreram ao evento quase três mil pessoas, não só de Caetité, bem como da região e do norte de Minas Gerais. Para o prefeito Aldo Gondim, a sensação de dever cumprido traz a certeza de que, e a realização da festa com a contratação de artistas locais é possível.

Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia

Pela quantidade de pessoas presentes na praça. Segundo Gondim, é sinal de que é possível fazer uma festa, de grandes proporções, mesmo em meio às dificuldades. Segundo Jaquele Fraga, secretária de Cultura, Esporte Lazer e Turismo, “é possível fazer de meio limão, uma limonada. Quando existe boa vontade e garra para se trabalhar em prol da população, tudo dá certo. Podemos considerar a Lavagem da Esquina do Padre um sucesso absoluto”, pontua a também vice-prefeita de Caetité. Uma novidade trazida pela organização da LEP foi a banda de sopro de Cachoeira, cidade do Recôncavo Baiano, distante 120 quilômetros de Salvador. Eles animaram a LEP, puxando o cortejo e executando as canções que fazem parte da tradição carnavalesca baiana. “É um presente que nós trouxemos para Caetité e espero que todos gostem”, disse Nelson Júnior, o Nelsinho. Ele completa. “Todas as vezes que organizo a LEP, seria como se fosse a primeira vez. Já pensei inúmeras vezes em parar. Mas o sentimento por este evento não deixa. A Lavagem sintetiza muito da nossa cultura e isso não podemos deixar morrer” completa Nelsinho.

 

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