Foto: Reprodução

Na manhã da última segunda-feira (22), representantes do Movimento Estudantil Unificado (MEU) compareceram no Departamento de Ciências Humanas (DCH) da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), Campus VI, para a entrega de um Documento à Diretora do Campus, em que estão presentes as reivindicações dos estudantes do Campus VI.

No ato da entrega, a Diretora se comprometeu a encaminhar as demandas discentes ao Reitor da Universidade Estadual da Bahia. O referido documento consta de pautas específicas do DCH – Campus VI – Caetité, que se estendem desde reforma na fiação elétrica, aquisição de materiais permanentes (livros, projetores, computadores, etc) até a construção da Residência Estudantil.

Dentre outras questões, foi solicitada a visita do Reitor da universidade no Campus para se construir um debate acerca das necessidades dos discentes, considerando a dificuldade que, estudantes dos Cursos da UNEB no interior da Bahia enfrentam para estabelecer essa relação de diálogo em virtude da distância que estão da capital.

É importante frisar que a UNEB, juntamente com outras duas universidades estaduais, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), estão em greve devido aos cortes de recursos que o governo do estado vem fazendo, tornando inviável as condições de funcionamento e a garantia de direitos para a comunidade acadêmica.

A Universidade Pública é um espaço de extrema importância para a sociedade, é o espaço em que os filhos da classe trabalhadora, a partir de conquistas históricas de acesso e permanência, têm a oportunidade de ocupar e produzir conhecimento.

Sabe-se que tais conquistas são ainda insuficientes e existem diversos desafios para que se efetive, principalmente nesse momento de ataques e desmonte dos direitos sociais, em que o Estado mais uma vez, como até alguns anos atrás, insere a educação pública em um processo de negação para a maioria do povo brasileiro.

Seria fundamental nesse momento uma atuação pela ampliação do acesso à uma universidade gratuita e de qualidade. Contudo, diante da situação de precarização e do projeto de negação que se encontra a educação pública no Brasil, ver-se na realidade de ter que lutar para que a Universidade não feche suas portas, ou pior, não a abra para a iniciativa privada, como é de interesse de setores econômicos alinhados com o projeto de desmonte e precarização desse espaço.

Por isso, mais uma vez o Movimento Estudantil Unificado reivindica e convida toda sociedade a defender a Universidade e a Educação Pública, compreendendo que assim como os direitos históricos conquistados ao longo dos anos, somente a resistência e a luta coletiva pode garantir enfrentarmos esse momento de retrocessos e impedir a negação da educação pública para os trabalhadores e trabalhadoras, garantindo a ampliação e democratização desse direito do povo.

Fonte: Movimento Estudantil Unificado (MEU) / Foto: Divulgação

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