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O Sindicato das Entidades Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp) afirmou, após um levantamento, que cerca de um milhão de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) não foram renovados entre os meses de janeiro e fevereiro.

Segundo um comunicado enviado na sexta-feira (5) para as Mantenedoras de Ensino Superior, a Caixa Econômica Federal informou que o sistema do Fies continua apresentando inconsistência nas opções aditamento, ou seja, a renovação semestral do benefício.

Na quinta-feira, o Ministério da Educação (MEC), ao anunciar a prorrogação o prazo de inscrições na modalidade Fies para 12 de abril, informou que o “problema que impedia a troca de informações com o agente financeiro e, consequentemente, a contratação do financiamento com a instituição bancária” havia sido solucionado.

De acordo com o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, as Instituições de Educação Superior (IES) estão sem receber os meses de janeiro e fevereiro dos contratos firmados antes de 2019 e também dos contratos novos do primeiro semestre de 2019. “Se os contratos antigos não forem renovados e novos contratados até o dia 20 de abril, os valores em atraso vão abranger também o mês de março”, informou a instituição.

“O não recebimento de mensalidades pode gerar graves problemas no fluxo de caixa das instituições e comprometer o pagamento do salário dos professores, o não recolhimento de tributos, entre tantos outros”, afirmou Capelato.

O levantamento do sindicato também mostrou que, das 100 mil vagas novas ofertadas para o primeiro semestre de 2019, cerca de 60% foram preenchidas. Destas, nem 10% concluíram a contratação, ou seja, quase 60 mil estão em aberto, “gerando insegurança para os alunos e para as instituições de ensino”, de acordo com o Semesp.

O Fies é um programa do MEC que oferece financiamento estudantil a juro zero para universitários em instituições particulares.

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