(Foto: Reprodução)

Pouco depois de completar um ano do assassinato da estudante Andrezza Victória Santana Paixão, 15 anos, o réu, seu ex-namorado Adriel Montenegro dos Santos, 21, vai a júri popular no dia 19 deste mês. A vítima foi baleada na nuca no dia 17 de abril de 2017 na casa de Adriel, no bairro de Itapuã, em Salvador. 

Em março do ano passado, Adriel , que é filho de um policial miliar, foi ouvido em audiência de instrução do júri. Outras três testemunhas – uma prima de Adriel de 19 anos, além dos pais dele –, também foram ouvidos.

Ainda no mesmo mês, um pedido de revogação da prisão de Adriel foi negado. À época, era o quarto pedido feito pela defesa. Adriel cumpre prisão preventiva desde 24 de outubro de 2017. 

O júri acontecerá às 8h do dia 19 no salão do Júri II do Fórum Ruy Barbosa. Nesta quinta-feira (4) a mãe de Andrezza falou com o CORREIO sobre a expectativa de ver o acusado no banco dos réus.

“Estou muito ansiosa. Não tenho dormindo direito. No dia, não quero ficar perto dele. Não tenho condições emocionais. Quando soube da data, passei mal o dia todo de tanta ansiedade”, declarou Lívia Tito, 32.

Lívia disse ainda que acredita na condenação de Adriel. “Acredito nos jurados. Foi um crime com requinte de crueldade. Desde o momento que ele se entregou. A justiça foi feita, não relaxamento da prisão, apesar de defesa dos acusados terem pedido que ele respondesse em liberdade. Em muitos casos, os assassinos acabam respondendo em liberdade, o que não aconteceu com ele. Tenho minha fé em Deus e nisso a certeza que ele será condenado. Aqui no Brasil poderia ter prisão perpétua, mas nunca trará minha filha de volta.  Não é vingança, não sou mostro, mas quero justiça”, declarou a mãe de Andrezza. 


Rogério Matos advogado da família da vítima (Foto: Arquivo CORREIO) 

Em seu depoimento, Adriel alegou legítima defesa. Mas seu argumento é contestado pelo assistente de acusação e advogado da família de Andrezza, Rogério Matos.

“O porquê de alguém agir em legítima defesa e passar quatro meses foragido? Ele fugiu da cena do crime. Além do mais, por que a cena do crime foi limpada? Por que foi o pai dele que levou a menina já morta para o hospital, supostamente para prestar socorro. Ele disse que vendeu a arma numa quarta-feira na Feira do Rolo e todo mundo sabe que o comércio ali funciona todas as manhãs de domingo”, rebateu Matos. 

Adriel será julgado por feminicídio e outras três qualificadoras: impossibilidade de defesa da vítima, motívo fútil e torpe. 

As investigações apontam que o crime aconteceu na varanda da casa onde Adriel morava, na Rua do Bispo, em Nova Brasília de Itapuã. Andrezza teria saído da escola por volta das 17h30, em 17 de abril de 2017, acompanhada pelo ex-namorado. A estudante foi baleada na nuca e chegou a ser socorrida pelo pai de Adriel para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde morreu.

O CORREIO tentou contato com a defesa do filho do PM, mas não obteve retorno. 

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