Por Fernando B

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, deu uma breve entrevista nesta terça-feira, 12 de março, comentando as prisões envolvendo o caso Marielle Franco. Jair Bolsonaro diz que se interessa, sim, em saber quem matou Marielle e os supostos mandantes do crime; mas que também achava relevante saber quem o mandou matar.

A afirmação do presidente se mostra contrária à investigação da facada que ele recebeu no ano passado, quando estava em corrida eleitoral para a presidência. Até o momento, para a polícia, não existem elementos que coloquem terceiros como possíveis mandantes na facada. O autor Adélio Bispo teria agido sozinho.

Bolsonaro ainda diz que não estava surpreso com as prisões no caso Marielle. Para ele, qualquer crime pode ter um desfecho, desde que haja ampla dedicação da polícia e elementos para isso.

O presidente afirmou que, apesar de Marielle ter trabalhado com o filho Carlos Bolsonaro (PSC) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ele “nunca tinha ouvido falar” sobre a vereadora. “Espero que realmente a apuração tenha chegado de fato a quem foram os executores, se é que foram eles, e a quem mandou matar”, afirmou o chefe do Executivo.

Bolsonaro desviou do assunto ao ser questionado sobre o fato de ter posado para foto com um dos suspeitos presos. “Eu tenho foto com milhares de policiais civis e militares, com milhares, do Brasil todo”, afirmou o político.

Mais cedo, eleitores do presidente criticaram veículos de comunicação por associar a imagem do líder do PSL com o assassinato de Marielle Franco. Além das fotos citadas anteriormente, um dos apontados como assassino da vereadora mora no mesmo condomínio que Jair Bolsonaro, na Barra da Tijuca.

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