Clínica que lida com pessoas que necessitam de cuidados intensos em Phoenix. (./Divulgação)

São Paulo – No mês passado, uma mulher que estava internada em estado vegetativo há quase uma década em uma clínica de enfermagem na cidade americana de Phoenix, no Arizona, deu à luz um menino. O quadro perturbador reacendeu os debates sobre abuso de mulheres, principalmente de pacientes vulneráveis. 

Nesta quarta-feira, a polícia informou que prendeu o enfermeiro Nathan Sutherland, de 36 anos, que trabalha na clínica, sob acusação de agressão sexual e de abuso de adultos vulneráveis.

Para chegar ao criminoso, os investigadores realizaram teste de DNA com todos os funcionários do sexo masculino que trabalham no centro, e o DNA de Sutherland coincidiu com o do bebê.

A notícia do caso veio à tona no começo de janeiro após a vítima, de 29 anos, dar à luz na clínica. Imediatamente, gerou uma revolta online, com ativistas pelos direitos das mulheres questionando por que os funcionários supostamente não sabiam da gravidez do paciente por tanto tempo, e por que as autoridades estão falando em agressão sexual ao invés de estupro. 

O caso também revelou como pacientes que precisam de cuidados totais se encontram muitas vezes altamente vulneráveis, correndo risco de se tornarem vítimas de abuso ou violência sexual. Não raro muitos desses pacientes estão isolados de redes de apoio ou de suas famílias, o que pode torná-los alvos fáceis.

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