Três anos após tragédia de Mariana, sentir-se em casa novamente ainda é sonho de atingidos

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Mesmo com dois andares, casa do pai de Mauro Marcos da Silva não resistiu ao 'mar de lama' — Foto: Raquel Freitas/G1
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Na memória de Weberson Arlindo dos Santos, de 38 anos, a imagem da casa para qual nunca mais pôde voltar depois do dia 5 de novembro de 2015 ainda é forte. Se em Bento Rodrigues, primeira localidade de Mariana (MG) a ser atingida pelo mar de lama que jorrou da barragem de Fundão há três anos, o imóvel em que vivia o operador de equipamentos se transformou em escombros e ruínas, na esperança dele, o sonho de recriar sua morada resiste.

“Eu quero que seja semelhante ao que era antes, né? Com uma varanda, com telhado colonial como era antes, com janela de madeira e com bastante espaço que nem tinha”, planeja.

Weberson Arlindo dos Santos quer sua nova casa seja semelhante a que foi destruída pelo rompimento da barragem da Samarco — Foto: Raquel Freitas/G1
Weberson Arlindo dos Santos quer sua nova casa seja semelhante a que foi destruída pelo rompimento da barragem da Samarco — Foto: Raquel Freitas/G1

Em agosto deste ano, mais de dois anos e meio depois do rompimento da barragem da Samarco, cujas donas são a Vale a BHP Billiton, o desejo de Weberson de voltar a se sentir em casa começou a ganhar fôlego com o início das obras para o reassentamento da comunidade. No terreno conhecido como Lavoura, que fica a cerca de oito quilômetros da sede de Mariana, e a nove quilômetros das ruínas de Bento Rodrigues, máquinas e trabalhadores preparam o local para a construção das casas, que ainda não começou.

Fonte: Reprodução / G1

Atualmente, a obra está na fase de infraestrutura, com retirada da vegetação, iniciando a terraplenagem e a abertura de acessos. Ao mesmo tempo, moradores como Weberson começam a fazer os projetos dos imóveis.

No terreno, ainda não é possível enxergar estruturas que lembrem o distrito destruído. De acordo com a gerente de reassentamento da Renova – fundação criada pelas empresas para os trabalhos de recuperação e atendimento aos atingidos -, Patrícia Lois, a previsão é que os novos imóveis sejam entregues aos moradores em 2020 – ano em que o maior desastre ambiental do país completará cinco anos.

Fonte: G1

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