O corpo estava caído na beira da estrada de terra, em Jacinto, na noite de sábado, e foi resgatado pela Polícia Militar (foto: Polícia Militar de Jacinto)

A Polícia Militar de Jacinto, cidade do Vale do Jequitinhonha, quase na divisa com a Bahia, foi acionada na noite de sábado (29/5) para remover um cadáver que havia sido desovado à beira de uma estrada de terra, no meio do mato.

O cadáver era de um homem pardo, que vestia calça jeans azul e camisa polo, verde. Entretanto, a história teve um final bem inusitado. Um casal que passava de moto pela estrada, no breu da noite, viu o ‘cadáver’ na beira da estrada, quando o farol da moto iluminou o corpo inerte. Como no local não havia sinal de celular, o casal seguiu até o Centro de Jacinto e avisou aos policiais que havia descoberto o ponto de desova em Jacinto. 

Os policiais seguiram rapidamente ao local indicado e confirmaram a denúncia. De fato, havia um corpo no mato, à beira da estrada. Porém, eles ‘estranharam’ o fato de o ‘corpo’ ainda estar respirando. E roncando. A missão dos policiais se limitou a “ressuscitar” o homem. Tocaram no corpo e o chamaram. Era Edgar Pedrosa, conhecido na cidade como “Diga”, cidadão pacato, que gosta de tomar uma cachacinha de vez em quando.

E o ‘cadáver’ falou

 Sonolento e embriagado, ele contou aos policiais que se deslocou da área central de Jacinto até um bairro próximo, onde mora sua mãe. Na volta pra casa, já trocando as pernas, sob o efeito da cachaça, resolveu se deitar no capim, à beira da estrada.

Deitou e dormiu o sono dos justos, motivando a denúncia feita pelo casal que passou por ele, de motocicleta, no breu da noite. A história de “Diga”, que pareceu ser trágica para o casal que avistou o ‘corpo’ na estrada, tornou-se cômica e divertiu os moradores de Jacinto, que já o conhecem de longa data. Depois de ser encontrado na beira da estrada e pegar carona na viatura policial, ele não foi mais visto pelas ruas.

“Deve estar por aí”, disseram os funcionários da Câmara Municipal de Jacinto e da Casa Paroquial, atestando que “Diga” é boa pessoa, que trabalha fazendo serviços gerais e sempre recebe ajuda de várias pessoas, por meio de campanhas da igreja, mesmo com a advertência feita pelo Papa Francisco aos brasileiros, que para sua Santidade, “não têm salvação, por causa de muita cachaça e pouca oração”. 

Mas “Diga”, contrariou o Papa Francisco e mesmo bebendo cachaça, teve a sua salvação na noite de sábado, com o resgate na beira da estrada, no breu da noite.

Fonte: Estado de Minas Gerais

Colaboração navegante: Zenon Barbosa / Band VC

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui