Descrição da imagem #pracegover: Matt Cobrink, de 55 anos, que tem síndrome de Down, está com o pai, Malcolm, de 90. Os dois se tornaram conhecidos após o vídeo de um reencontro entre eles, gravado no Aeroporto de Los Angeles, nos Estados Unidos, viralizar no Facebook. Crédito: Reprodução.

Pessoas com síndrome de Down não estão doentes porque têm essa condição. A explicação é fundamental para alertar sobre os cuidados específicos dessa população com os perigos da contaminação pelo coronavírus, que afeta principalmente a respiração.

Uma das características da síndrome de Down é a malformação cardíaca, especificamente com Defeito do Septo Atrioventricular (DSAV), da Comunicação Interventricular (CIV) ou da Comunicação Interatrial (CIA).

“Explicando de maneira muito simples, esse problema cardíaco cria dificuldade para bombear o sangue”, explica Caio Bruzaca, geneticista do ambulatório de diagnósticos do Instituto Jô Clemente (IJC). “Pessoas com malformação cardíaca têm maior risco de desenvolver complicações geradas por qualquer infecção, não apenas pelo coronavírus, mas no resfriado comum, bronquiolite ou pneumonia”, diz o especialista.

“Reforço que a síndrome de Down não é uma doença. Trata-se de uma condição genética que exige cuidados específicos”, comenta Bruzaca. “Quando essas pessoas têm as cardiopatias relacionadas, podem ficar mais debilitadas e muitas tomam remédios para esses problemas desde os primeiros dias de vida”.

“Apenas por terem os problemas cardíacos, são pessoas que fazem parte do grupo de risco do coronavírus”, completa o geneticista do IJC.



Neste sábado, 21 de março, celebramos o Dia Mundial da Síndrome de Down. A data foi escolhida pela combinação 21/3, uma referência à trissomia do cromossomo 21, causa dessa condição genética.

Neste ano, por razões óbvias, no Brasil e no mundo, encontros e festas para marcar o dia foram canceladas. Instituições, associações, profissionais e pessoas que atuam na área também foram às redes sociais para alertar sobre os perigos da pandemia do coronavírus e a necessidade de prevenção.

“Ser uma pessoa com deficiência não significa por si só que ela apresente maior vulnerabilidade à COVID-19. Há entre essas pessoas um grupo de risco que compreende as que apresentam sequelas graves, principalmente com restrições respiratórias, dificuldades na comunicação e cuidados pessoais, aquelas com condições autoimunes, as pessoas idosas (acima de 60 anos), as que apresentam doenças associadas como diabetes, hipertensão arterial, doenças do coração, pulmão e rim, doenças neurológicas e aquelas em tratamento de câncer”, publicou no Facebook a Federação Brasileira da Associações de Síndrome de Down (FBASD).

“Para o grupo de risco, algumas medidas como o distanciamento social e isolamento pessoal podem ser impossíveis para quem requer apoio para comer, vestir-se e tomar banho. Neste grupo alguns cuidados e medidas devem ser reforçados”, orientação a Federação Down.

Fonte: ESTADÃO

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