CPI da Covid aprova relatório final com nove crimes a Bolsonaro e 80 indiciamentos
Brasilia em 22 de setembro de 2021, Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva do diretor-executivo da operadora de saúde Prevent Senior. O objetivo é investigar a empresa sobre uma possível pressão para que os médicos conveniados à operadora prescrevessem medicamentos do chamado tratamento precoce para a covid-19, sem eficácia e segurança comprovadas. Mesa: advogado Aristides Zacarelli Neto; diretor-executivo da operadora de saúde Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior; vice-presidente da CPIPANDEMIA, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP); relator da CPIPANDEMIA, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Bancada: senador Otto Alencar (PSD-BA); senador Humberto Costa (PT-PE) em pronunciamento; senador Izalci Lucas (PSDB-DF). Painel exibe vídeo. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado(foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Nessa quarta-feira, 27, os senadores vão entregar o texto à Procuradoria da República no Distrito Federal e depois encaminhar o documento a outros órgãos.

Autor Filipe Pereira

A CPI da Covid aprovou na noite desta terça-feira, 26, por 7 votos a 4, o relatório final do senador Renan Calheiros. Entre os pedidos de indicamento estão o nome do presidente Jair Bolsonaro por nove crimes, de três filhos dele, ex-ministros, atuais ministros, médicos, empresários e parlamentares.

O relatório será encaminhado agora para a instâncias competentes. Nesta quarta-feira, 27, os senadores devem entregar o texto à Procuradoria da República no Distrito Federal e depois encaminhar o documento a outros órgãos.

Os parlamentares que não concordaram com o relatório final do senador Renan Calheiros apresentaram propostas alternativas: Eduardo Girão (Podemos-CE), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Marcos Rogério (DEM-RO) leram trechos de seus trabalhos por pouco mais de 20 minutos cada um. Os votos em separado apresentados pelos parlamentares não chegaram a ser analisados.

A versão final do parecer, que tem 1.279 páginas, recomenda o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro pela prática de nove infrações. Os três filhos do presidente também não foram poupados pelo relator, que os acusou da prática de incitação ao crime: o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Além deles, Renan Calheiros identificou infrações penais cometidas por duas empresas, a Precisa Medicamentos e a VTCLog, e por outras 74 pessoas. Entre elas, deputados, empresários, jornalistas, médicos, servidores públicos, ministros e ex-ministros de Estado.

Fonte: OPOVO

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