© Mira Cosic/Unsplash/Reprodução

Não tem conversa, desrespeitar os Direitos Humanos é perder pontos da redação do Enem na certa. Mesmo com as discussões nos últimos anos a respeito da manutenção ou não dessa regra, assim como a esperada mudança no tom da prova deste ano, a cartilha de redação divulgada pelo Inep na última semana deixa bem claro que esse é um dos critérios de avaliação na correção. 

Até o Enem 2017, ferir os Direitos Humanos era considerada uma infração bem mais grave e poderia zerar a prova de redação, mas uma medida do STF mudou a regra. Desde então, inclusive na prova deste ano, o candidato que cometer esse desvio pode perder pontos na última das cinco competências da correção da prova, a proposta de intervenção. O texto explicativo dessa competência, na cartilha do Inep, especifica que o candidato deve “elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os Direitos Humanos”. 

A cartilha também exemplifica algumas ideias que serão sempre consideradas contrárias aos Direitos Humanos, como a defesa de tortura, mutilação, execução sumária e qualquer forma de “justiça com as próprias mãos”. Os princípios de Direitos Humanos que orientam a correção da redação do Enem são os expressos nas Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos:

  • Dignidade humana.
  • Igualdade de direitos.
  • Reconhecimento e valorização das diferenças e diversidades.
  • Laicidade do Estado.
  • Democracia na educação.
  • Transversalidade, vivência e globalidade.
  • Sustentabilidade socioambiental

A sugestão de outras medidas que não ferem especificamente esses princípios, mas outros relacionados ao tema da redação, também podem resultar na perda de pontos. O Inep separou alguns trechos de redações do Enem 2018 que foram penalizadas por ferirem os Direitos Humanos por proporem encarceramento em massa, censura ou restrição do acesso à informação por uma parte da sociedade. Veja alguns exemplos:

  • “Para reduzir essa manipulação em determinados locais, deveria ser cortado qualquer sinal de transmissão de internet, assim reduziria a influência de certos dados no comportamento desses usuários.”
  • “Para prevenir o cidadão de tal erro, as publicações, reportagens, notícias e etc., (sic) deve-se fiscalizar antes da publicação e, caso haja intervenção na notícia verdadeira ou censuras em ideias realistas, o publicador deve ser punido com 1 ano de cárcere privado, sem ter direito a se comunicar com nada ou com ninguém através da internet.”
  •  “Uma solução para o problema é privar a internet para pessoas leigas e analfabetas que se deixam levar por qualquer vídeo e foto vista.”

Outras informações sobre a correção e critérios de avaliação da redação do Enem podem ser conferidas na cartilha do participante.

Guia do Estudante

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui