Legenda: Cerca de 300 voluntários participarão dos testes Foto: AFP

A Universidade de Oxford anunciou nesta sexta (12) que a vacina produzida pela instituição em parceria com a farmacêutica AstraZeneca será testada a partir de agora também em crianças e adolescentes, com idades entre 6 e 17 anos. É o primeiro estudo a incluir essa faixa etária.

O ensaio clínico de fase 2 contará com 300 voluntários, sendo que 240 deles vão receber o imunizante contra a Covid-19 e os 60 restantes, uma vacina controle, que será a de meningite. Os testes começam ainda neste mês, segundo a universidade.

“Embora a maioria das crianças não seja relativamente afetada pelo coronavírus e seja improvável que adoeça com a infecção, é importante estabelecer a segurança e a resposta imunológica à vacina em crianças e jovens”, afirma Andrew Pollard, pesquisador-chefe do ensaio da vacina de Oxford, em nota divulgada pela universidade.

Para a pediatra Rinn Song, cientista da instituição, é importante coletar dados sobre a resposta imune em crianças e adolescentes para que eles possam se beneficiar da inclusão em programas de vacinação em um futuro próximo.

Os pesquisadores estão recrutando voluntários que moram próximos aos quatro centros onde a vacina é estudada.

Por serem menos afetadas pelo coronavírus, crianças e adolescentes não foram incluídos nos estudos clínicos iniciais das vacinas.

No fim do ano passado, outros laboratórios começaram a testar o imunizante em menores de 18 anos. Em outubro, a vacina da Pfizer, que está sendo distribuída no Reino Unido, passou a ser testada em voluntários de 12 a 15 anos.

Em dezembro, a empresa Moderna também iniciou a testagem com adolescentes entre 12 e 18 anos. Ainda não há dados suficientes sobre segurança e eficácia da vacinação nesse grupo.

O Royal College of Paediatrics and Child Health, órgão médico do Reino Unido, reforçou que, apesar de serem raros, há casos de morte em crianças contaminada pela Covid-19.

“A evidência é cada vez mais clara que as crianças apresentam menos complicações e mortalidade em comparação aos idosos”, diz nota do órgão.

“Há evidências também de que as crianças se infectem menos com o vírus. Já a influência das crianças na transmissão de Covid-19 ainda não é clara.”​

Fonte: Folha de São Paulo

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