Veja como foi a evolução patrimonial dos candidatos da região de Guanambi

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Foto: Reprodução/TSE

Mais de 15 mil candidatos em todo o país registraram suas candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral até poucas horas antes do prazo final, 19h desta quarta–feira (15). Na Bahia são 417 candidatos a deputado federal e 538 candidatos a deputado estadual, além de 11 candidatos ao Senado e sete candidatos ao Governo do Estado. A campanha começa oficialmente nesta quinta-feira (16).

Pelo menos cinco candidatos a deputado estadual e três a deputado federal tem suas origens e suas bases eleitorais na região de Guanambi. Ivana Bastos (PSD), Luiz Augusto (PP) e Vitor Bonfim (PR) tenta a reeleição à Assembleia Legislativa, enquanto a ex-prefeita de Carinhanha Chica (PT) e o ex-prefeito de Caetité Zé Barreira (PCdoB) tentam a vaga pela primeira vez.

Concorrendo à reeleição para Câmara dos Deputados tem Arthur Maia (DEM) e a uma primeira vaga tem o advogado Custódio Brito (PHS) e o ex-prefeito de Guanambi Charles Fernandes (PSD).

Baseado nos dados fornecidos pelos candidatos, a Agência Sertão fez um levantamento das informações prestadas ao TSE pelos candidatos sobre suas evoluções patrimoniais nos últimos anos.

Estaduais

Chica do PT

Francisca Alves Ribeiro, a Chica do PT, tem 58 anos, é natural de Carinhanha, município onde comandou a prefeitura de 2005 a 2012. Ao TSE, Chica declarou possuir Patrimônio de R$ 120.000,00, valor referente a um apartamento.

Em 2008, quando disputou sua última eleição, a candidata declarou bens no valor de R$ 128.000,00, referente a um automóvel e dois lotes urbanos. Oito anos após, Chica teve portando uma redução de R$ 8.000,00 no seu patrimônio declarado.

Chica concorre a uma vaga na chapa composta pelo PT / PMB / PSD / PR / PDT / PODE / PRP / PROS / PP / PSB / AVANTE. Veja a página de registro de candidatura.

Ivana Bastos

A deputada Ivana Bastos (PSD), 53 anos, tenta o seu terceiro mandato na Assembleia Legislativa. Quatro anos após ser eleita com mais de 60 mil votos, Ivana declarou patrimônio 300% maior do que na eleição anterior.

Em 2014, Ivana declarou possuir um total de R$ 516.690,93 em bens, lista incluía aplicações financeiras e depósitos no valor de aproximadamente R$ 253 mil, uma sala comercial em Salvador no valor de R$ 133,5 mil, um automóvel de R$ 47 mil, além de dois lotes R$ 83 mil. Na declaração de bens da candidatura de 2018, a deputada declarou bens na ordem de R$ 2.045.515,07. A lista inclui uma casa de R$ 500 mil, um apartamento de R$ 384,6 mil, duas salas comerciais avaliadas em R$ 495 mil, um veículo de R$ 120 mil, cerca de R$ 300 mil em depósitos e aplicações, além de dois terrenos, e outros bens não especificados.

Ivana concorre na chapa composta pelo PT / PMB / PSD / PR / PDT / PODE / PRP / PROS / PP / PSB / AVANTE. Veja a página de registro de candidatura.

Luciano Ribeiro

O ex-prefeito de Caculé Luciano Ribeiro (DEM) tenta a reeleição aos 57 anos. Em 2014 o deputado declarou R$ 812.202,46 em bens, em 2018 o patrimônio declarado foi de R$ 1.137.219,52.

Luciano declarou uma casa no valor de R$ 100 mil, dois prédios comerciais no valor de R$ 150 mil, dois terrenos no valor de R$ 28 mil, outros bens móveis no valor de R$ 167 mil, dois veículos no valor de R$ 260 mil, além de depósitos e aplicações no valor de aproximadamente R$ 190 mil

Luciano concorre em uma chapa formada por DEM / PRB / PV / PSDB. Veja a página de registro de candidatura.

Luiz Augusto

Aos 58 anos, o deputado Luiz Augusto (PP) tenta seu quinto mandato na Assembleia. Em 2014 o candidato declarou possuir bens avaliados por ele em R$1.957.319,73. Em 2018, o valor declarado pelo candidato foi de R$ 2.356.551,70.

A lista inclui três apartamentos declarados pelo valor e R$ 762,7 mil, um terreno avaliado em R$ 4.287,00, outros bens móveis avaliados em R$ 555,8 mil, além de veículos, quotas em empresas, aplicações e depósitos financeiros.

Luiz Augusto concorre na chapa composta pelo PT / PMB / PSD / PR / PDT / PODE / PRP / PROS / PP / PSB / AVANTE. Veja a página de registro de candidatura.

Vitor Bonfim

Aos 37 anos, Vitor Bonfim (PR) tenta se reeleger deputado estadual, herdeiro do prestígio político do pai João Bonfim, o deputado passou boa parte de seu mandato à frente da Secretaria de Estado de Agricultura. Em 2014 Vitor Bonfim declarou patrimônio de R$ 1.167.187,23, em 2018 o patrimônio do candidato foi para R$1.372.027,52.

Na lista de bens estão dois apartamentos avaliados pelo candidato em R$ 405 mil, outros bens imóveis avaliados em R$ 336 mil, aplicação financeira e depósitos de R$ 265 mil, além automóveis no valor de R$ 157 mil e cotas em empresa no valor de R$ 210 mil.

Vitor Bonfim concorre na chapa composta pelo PT / PMB / PSD / PR / PDT / PODE / PRP / PROS / PP / PSB / AVANTE. Veja a página de registro de candidatura.

Zé Barreira

O ex-prefeito de Caetité Zé Barreira (PCdoB) concorre a uma vaga à Assembleia aos 63 anos de idade. Em 2012, quando venceu a eleição para prefeito de Caetité, seu patrimônio declarado era de R$ 1.278.500,00, seis anos depois, o candidato declarou patrimônio de R$1.686.500,00

Ele declarou uma casa no valor de R$ 500 mil, um terreno no valor de R$ 450 mil, outros bens móveis e imóveis no valor de R$ 600 mil, além de R$ 28,5 em participação em empresas, depósito bancário de R$ 45 mil e R$ 60 em título de clube.

O PC do B de Zé Barreira não fez coligação para a disputa proporcional. Veja a página de registro de candidatura.

Federais

Arthur Maia

Ex-vereador de Guanambi, ex-prefeito de Bom Jesus da Lapa, ex-deputado estadual e atualmente deputado federal, Arthur Maia (DEM) busca o terceiro mandato aos 54 anos. Em 2014 ele declarou patrimônio de R$1.303.361,66, em 2018 o valor saltou para R$1.789.813,86.

Entre os bens estão um apartamento no valor de R$449,2 mil, R$ 140 mil em espécie, três propriedades rurais avaliadas em R$ 77 mil, R$ 120 mil em cabeças de gado, R$ 40 mil em cavalos de raça, um lote comercial no valor de R$ 84 mil, R$ 170,4 mil em participações em empresas, além de dois automóveis avaliados em R$ 223 mil.

Arthur Maia vai concorrer numa chapa formada por DEM / PRB / PV. Veja a página de registro de candidatura.

Charles Fernandes

O ex-prefeito de Guanambi Charles Fernandes, 53 anos, disputa pela primeira vez uma eleição além de Guanambi. Seis anos após a sua última eleição, o patrimônio declarado pelo político teve aumento de apenas R$ 2.074,57. Segundo o candidato, seu patrimônio atual é de R$ 430.602,26, em 2012, quando venceu a prefeitura de Guanambi, seu patrimônio declarado foi de R$ 428,527,69.

O ex-prefeito declarou possuir pouco mais de R$ 60 mil em depósitos, além de uma imóveis como uma casa, cinco terrenos e seis bens imóveis de outro tipo, totalizando o valor de pouca mais de R$ 174 mil. O candidato à Câmara dos Deputados também declarou possuir veículos no valor de R$ 134.500,00, além cotas em empresa no valor de R$ 8.000,00 e consórcio não contemplado no valor e R$ 12.180,00.

Charles Fernandes vai concorrer em uma chapa composta por sete partidos (PT / PC do B / PP / PSB / PSD / PR / PODE). Veja a página de registro de candidatura.

Custódio Brito

O advogado caetiteense Custódio Brito (PHS) vai concorrer a uma vaga na Câmara Federal pela segunda vez, a primeira foi há 12 anos. O candidato declarou em 2006 possuir bens no valor de R$ 1.668.000,00, em 2018 o valor declarado é bem inferior, R$609.332,29.

Custódio declarou possuir um prédio comercial avaliado em R$ 150 mil, uma casa no valor de R$ 120 mil, um terreno de R$ 30 mil, um veículo de R$ 34,3 mil, além de bens e direitos no valor de R$ 275 mil.

Custódio Brito tenta a vaga na coligação que envolve o PHS / PPS / PRTB / PSL. Veja a página de registro de candidatura.

Valor dos Bens

A declaração de bens dos candidatos é exigida pela legislação eleitoral para avaliar eventual enriquecimento ilícito, no caso de o candidato eleito se aproveitar do cargo para aumentar seu patrimônio irregularmente. Para as fortunas não ‘assustarem’ os eleitores na hora do voto, os candidatos costumar repetir os valores da declaração na receita federal onde consta o valor de compra ao invés de declarar o valor real do imóvel.

A ferramenta criada pelo TSE tornou-se então ineficaz em avaliar o real patrimônio dos candidatos e o órgão não possui ferramentes suficientes para fiscalizar se o valor declarado está correto. A Receita Federal não permite que os valores sejam atualizados, pois em caso de venda futura, a cobrança de impostos incide sobre a diferença no valor da compra, onde se aplica juros de 15% sobre o ganho de capital.

No entanto, nada impede que o candidato declare os valores reais dos bens para mostrar desde já transparência com o eleitor. A repetição dos dados da declaração da receita federal distorce a ferramenta na avaliação da evolução financeira do político e mostra-se eficaz somente quando se trata do número de bens.

Fonte:Tiago Marques | Agência Sertão

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